O Consórcio Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento do Café, criado em 1997, tem o objetivo de desenvolver estudos, pesquisas e atividades de desenvolvimento capazes de dar sustentação tecnológica e econômica ao agronegócio café. São 40 instituições envolvidas em 312 trabalhos de pesquisa divididos em 12 linhas viabilizadas por recursos que totalizam R$ 12 milhões.
De acordo com Nacif, um dos grandes passos do programa é a decodificação do genoma do café. Já existem trabalhos cujo objetivo é identificar os genes responsáveis pela produção das substâncias nutracêuticas, o que permitirá desenvolver variedades com maior teor dessas propriedades, além de reduzir os índices de cafeína. A decodificação do genoma também facilitará o desenvolvimento de variedades com paladar diferenciado, resistentes à geada ou ao calor excessivo.
Entre outras tecnologias desenvolvidas pelo consórcio, ele também destacou a multiplicação clonal. A técnica permite obter, a partir de uma única folha de uma planta considerada superior, milhares de clones com as mesmas características.
‘‘Esse método permite desenvolver mudas em um ano e meio. Pela reprodução de sementes, são necessários três anos para a planta reproduzir as primeiras sementes e dez anos para conseguir uma quantidade ideal de mudas’’, avalia, lembrando que a clonagem tem também a vantagem de garantir um padrão às plantas, além de permitir a multiplicação de híbridos.

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