O programa de qualidade e o volume de produção de leite estão permitindo aos produtores de São José da Boa Vista a concretização de mais um projeto ousado. Até o final do ano eles colocam em funcionamento o Projeto Leite da Criança - Consórcio intermunicipal Leste Pioneiro, que envolve também produtores de Wenceslau Braz, Salto do Itararé e Santana do Itararé.
O objetivo do consórcio, como explica o secretário municipal de Agricultura, Dilceu Bona, é vender leite em conjunto para os quatro municípios através do programa do Governo do Estado Leite das Crianças do Paraná - Diminuição da Desnutrição Infantil.
Pelo consórcio participam 1.340 famílias que produzem 45 mil litros/dia. A sede do consórcio será a Agepagro, que já possui parte da estrutura necessária. Bona informa que o espaço ocupado pelo resfriador será ampliado e abrigará o setor de pasteurização, empacotamento e banco de gêlo com capacidade superior a 1,5 mil litros de leite/hora, e laboratório equipado para análises físico-químicas e microbiológicas. ''Seguimos todas as exigências técnicas determinadas pelo Serviço de Inspeção do Paraná (SIP)'', garante.
O grupo está adquirindo ainda mais um caminhão com tanque isotérmico e dois silos para estocagem do leite com capacidades de 20 mil e 30 mil litros. Os recursos são do Pronaf.
Além dos 24 resfriadores comunitários já instalados em São José, já foram adquiridos mais 14 resfriadores com recursos do Paraná 12 Meses. O veterinário Domingos Fernando Figueira, ressalta que o treinamento e capacitação dos produtores desse municípios já ocorreu antes mesmo da chegada dos euqipamentos. Em Wenceslau Braz foram instalados cinco desses equipamentos, em Santana do Itararé funcionam seis resfriadores com o projeto de instalação de mais seis. Em Salto do Itararé estão outras três máquinas e também a previsão da colocação de mais três. Figueira diz que o equipamento já instalado eleva para 60% a coleta do leite granelizado em resfriadores comunitários nos quatro municípios.
A associação irá manter a entrega de leite para a indústria com a produção excedente.
Os técnicos envolvidos com o sucesso da Agepagro trabalham agora com a expansão da idéia para outros municípios do estado. O engenheiro Agrônomo Wagner Mattos Cardoso destaca que a Emater possui 75 Áreas de Programação Integrada (API) desenvolvidas em cidades com características semelhantes de produtividade.
Ele lembra que a experiência dos agricultores já trouxe diversas excursões vindas de outras cidades. Tamanho era o volume de pessoas interessadas que a Emater decidiu criar um cronograma de visitas com três dias por mês para o atendimento a essas excursões.
A diretoria da Agepagro é composta exclusivamente por produtores representantes de cada uma das câmaras técnicas. ''Acompanhamos todo o trabalho, mas respeitamos as decisões tomadas pelos agricultores'', frisa Wagner.
O agrônomo Cássio Lima informa que, somente com o leite, o volume de comercialização da associação gira entre R$ 90mil a R$ 110 mil mensais, além de aquecer o comércio local, a coloca como a 2 maior empresa arrecadadora de ICMS no município. O secretário Dilceu Bona revela que em 60 dias a Agepagro se transformará em uma cooperativa virtual.

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