Consórcio com soja e milho diminui custos de implantação
Os produtores paranaenses que buscam informações para iniciar na cultura da noz-pecã geralmente querem fazer o consórcio da nogueira com outras culturas. Por ser uma planta versátil, ela acaba se adequando bem, por exemplo, junto ao milho, à soja, erva-mate, ovinocultura, bovinocultura e sombreamento de aviários.
No Estado, não é difícil encontrar consórcios, principalmente com milho, soja, mandioca e até fumo. Nos casos do milho e soja, a ação funciona bem até o sexto ano de crescimento da nogueira. "Para esses casos, é interessante porque você acaba diminuindo os custos de implantação do pomar. Depois, segue apenas com a pecã", comenta o engenheiro agrônomo gaúcho, especialista na cultura, Julio Medeiros. "Durante o ano, participamos de diversos eventos no Paraná, porque o pessoal procura muito as informações sobre o cultivo da nogueira."
O especialista salienta que a demanda é interessante no Estado, sendo que a cultura funciona bem em locais com temperaturas mais amenas e o solo não pode ser raso, excessivamente ácido ou mal drenado. "Temos visto casos no Paraná de plantas com produtividade de 30 a 40 quilos quando atingem o pico, com 12 anos de idade. Em Medianeira, por exemplo, plantas jovens, de seis a sete anos já estão com produção entre 15 e 18 quilos", relata Medeiros.
O custo de implantação da cultura gira em torno de R$ 6 mil por hectare (ha), sendo que o maior percentual do custo de produção é na colheita, já que é manual, e gira em torno de R$ 1,20 o quilo da noz. Vale dizer que já existem máquinas que realizam a colheita. Os outros custos se diluem no momento de implantação, com calagem e adubação de correção do solo com fósforo e potássio, adubação de crescimento, com nitrogênio, e na fase orgânica, até o quinto ano de crescimento da planta, com o controle de pragas e fungos. "Nos pomares mais velhos é comum pragas como a broca e larva minadora, que são de controle tranquilo. Em relação a doenças, as principais são a pinta preta e a antracnose nas amêndoas, fungos que devem ser controlados com fungicidas." (V.L.)





