Consórcio com outras culturas incrementa renda
Para o agricultor Dirceu Pulcinelli, do distrito de Cruzeiro do Norte, em Uraí, a manga é ideal na ocupação de um pedaço de terra sem uso na propriedade. ''É uma cultura que requer pouca mão-de-obra e poucos insumos'', diz.
O produtor sugere ainda o consórcio da fruta com outras culturas. ''Até o quarto ano, é possível cultivar a manga com espécies que não requerem mecanização'', assinala.
Outra sugestão, recomendada pelo agrônomo Renzo Hugo é plantar mangueiras sobre curvas de nível. ''A fruta serve de quebra vento para a soja e milho, por exemplo''.
No sítio de sete hectares, Pulcinelli cultiva 800 pés de manga das variedades Haden, Palmer, Keith e Tommy Atkins, que é o carro-chefe. O sistema é adensado, com espaçamento de 6 metros entrelinhas x 5 metros entre plantas. Durante a implantação da cultura, ele consorciava a fruta com quiabo e abobrinha e também melão caipira, que eram vendidos no mercado local.
''Em 2004, a produção chegou a 1,2 mil caixas, mas na última safra, foi de apenas 200 caixas'', lamenta Pulcinelli. O clima mais uma vez foi determinante para a diminuição da produção, que abastece os mercados de Londrina e Curitiba.
Segundo o produtor, o preço da manga, que chega a ser comercializada a R$ 15,00/caixa entre dezembro e fevereiro, pode chegar a R$ 8,00/caixa com a entrada da safra paulista. Para agregar valor à produção e obter renda extra, o agrônomo Renzo Hugo sugere a fabricação de polpas e compotas, além da fruta desidratada. (M.G)





