Consorciação no pasto
A principal importância das leguminosas em consorciação de pastagens é a econômica. Um consórcio leguminosa/braquiária, por exemplo, garante três benefícios essenciais à atividade pecuária: evita a degradação do solo, favorece a produção de pasto e aumenta o ganho de peso do gado, se comparado com a alimentação somente à base de gramínea.
As leguminosas são ricas em proteína e fixam biologicamente o nitrogênio do ar, transformando-o em nutrientes para o solo e evitando a degradação de pastagens. Essa adubação natural resulta em economia nos custos com adubação nitrogenada, a exemplo do que ocorre com a cultura da soja.
Segundo o pesquisador da área de pastagens da Embrapa Gado de Corte, Leônidas da Costa Valle, a característica das leguminosas, de fixar biologicamente o nitrogênio da atmosfera, é que viabilizou o cultivo da soja na região dos Cerrados.
Uma excelente leguminosa para consorciação com Brachiaria decumbens, na região de Cerrados, é a cultivar mineirão. Na região sudoeste dos Cerrados, ela tem baixa produção de sementes, mas, nas demais regiões, se adapta bem e produz em grande quantidade.
As leguminosas mais usadas em consorciação de pastagens na região dos Cerrados, de acordo com Valle, são o calopogônio, o estilosante mineirão e, como banco de proteína, em piquetes separados, a leucena e o feijão-guandu.
Foi a partir de pesquisas, que apontam desempenho favorável e características que aumentam a produtividade na pecuária para consorciação com braquiária que a Embrapa estudou e lançou a multilinha Campo Grande. Resultados de testes regionais indicam a multilinha como uma alternativa de baixo custo para evitar a degradação de pastagens na região do Brasil Central. (C.B.)





