Tecnologia que permita a conservação de alimentos com a devida preservação da saúde humana e do meio ambiente faz parte do rol das pesquisas realizadas na Embrapa Agroindústria de Alimentos, no Rio de Janeiro (RJ). Pesquisadores do CTAA compõem a equipe do projeto da nanotecnologia aplicada ao agronegócio.
Iniciado neste ano, o projeto visa o desenvolvimento biofilmes - embalagens comestíveis e biodegradáveis. Com a nanotecnologia será possível desenvolver um filme que ao mesmo tempo que confere durabilidade, não precisa ser descartado quando o produto é consumido. Outro produto é o filme biodegradável, que atende às necessidades da preservação ambiental.
Carlos Wanderlei Piler de Carvalho, um dos pesquisadores do projeto, explica que o objetivo é utilizar alguns tipos de amidos, dos quais se obtém o glicerol, para dar maior maleabilidade aos biofilmes.
De acordo com a assessoria da Embrapa, o filme protege frutas e legumes, prolongando o tempo de vida na prateleira e consumo mesmo em condições não-ideais de armazenamento. A cobertura é extremamente fina, invisível a olho nu e atua como barreira à perda de umidade, controla a respiração além de apresentar ações bactericidas reduzindo ataques microbiológicos.
Os frutos ou legumes, inteiros ou fatiados, são diretamente mergulhados ou submetidos à pulverização do composto protetor na condição líquida. Após o escoamento do excesso parte do material aderido à superfície é parcialmente absorvida pelo fruto e a fração superficial sofre um processo de cura (polimerização) formando uma película invisível porém resistente e praticamente impermeável. (R.C.)

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