Conscientização para evitar danos
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 09 de junho de 2000
Cristina Côrtes De Londrina 
A campanha foi lançada quarta-feira, 7/6, pelo presidente Fernando Henrique Cardoso e pelo ministro Pratini de Moraes, da Agricultura. Além de conscientizar moradores do campo e da cidade, ela se propõe a incentivar o uso de alternativas tecnológicas, em substituição à pratica das queimadas e reduzir o número total de queimadas que ocorrem no Brasil a cada ano.
Inicialmente o programa será aplicado nos Estados de Mato Grosso, Tocantins, Pará e Maranhão. Nesses Estados extensionistas e lideranças rurais serão preparados para atuar como multiplicadores. Cerca de 73 mil unidades agrícolas receberão novas técnicas de manejo, para evitar as queimadas. De acordo com o Ministro, 95% das queimadas no Brasil ocorrem em áreas desmatadas. E cerca de 35% das queimadas acontecem na Amazônia.
TecnologiasOs Estados de Mato Grosso, Tocantins, Pará e Maranhão são os mais sujeitos a incêndios florestais. Agricultores costumam utilizar o fogo na renovação de pastagens, limpeza de áreas de plantio e de combate às pragas em restos de culturas.
O Ministério da Agricultura desenvolveu tecnologias que podem substituir as práticas das queimadas. As novas técnicas de manejo serão divulgadas conforme as características ambientais de cada região e a lavoura cultivada na propriedade, numa ação articulada com os ministérios do Meio Ambiente e Desenvolvimento Agrário.
O Governo está abrindo uma linha de crédito, no Plano Agrícola para a Safra 2000/2001, para recuperação de pastagens degradadas, para evitar o uso de queimadas em áreas cultiváveis. Segundo o Ministro, a recuperação é mais eficaz, produtiva e barata do que permitir novas queimadas.
Será criado um sistema integrado de prevenção e alternativas às queimdas, que inclui mapeamento das áreas prioritárias e críticas, e um sistema de tecnologias alternativas. São 36 tecnologias, 10 sistemas de produção agrícola e seis sistemas de agroindústrias para agricultura familiar, informou Pratini de Morais.
Paralelamente ao trabalho de recuperação do solo, a campanha vai estimular o uso do plantio direto e do manejo integrado.
Além do Ministério, estão envolvidas na campanha a Embrapa, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o Ibama, o Incra e a Funai.


