Conscientização é a melhor arma do produtor
Rigor e atenção constante às plantas são as armas do produtor José Gilberto Pratinha, de Paranavaí, para enfrentar a ameaça do greening. Nos seus pomares, 30 pessoas têm tarefa exclusiva de fazer a varredura nas cerca de 200 mil plantas para detectar a doença. A atitude de Pratinha é considerada ideal segundo as recomendações técnicas. E é taxativo: ''Se o produtor não tomar conta da doença em menos de três anos 100% do pomar estará contaminado''.
O citricultor aumentou em 55% o número de trabalhadores que fazem o controle da doença. Segundo Pratinha, a incidência do greening nos seus pomares é de 0,015%, considerada baixa. Pelos seus cálculos, em torno de 60% dos produtores da região de Paranavaí estão conscientes da importância de um controle rigoroso dos laranjais. ''Mas ainda resta um grupo grande que precisa se convencer dessa necessidade'', diz, acreditando que até o final do ano outros citricultores vão mudar de atitude.
Técnicos das cooperativas das regiões produtoras se empenham na orientação aos citricultores para identificar os sinais da doença e eliminar as plantas afetadas. Pratinha destaca a ação de cooperativas como a Cocamar, de Maringá, Corol, de Rolândia. Esta última, por exemplo, realizou no período da entressafra treinamento com os produtores, distribuindo material impresso com informações sobre procedimentos a serem adotados no caso do aparecimento do greening.
O produtor de Paranavaí também elogia a atuação da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná, que tem exigido dos citricultores rigor no controle da doença.(R.C)





