Conquistando mercado
O controle da aftosa é preocupação constante do Ministério da Agricultura do Brasil. Aftosa é uma das barreiras sanitárias, quando se conseguem transpor as barreiras alfandegárias e outras. Por isso, o Brasil, dono do maior rebanho comercial de bois do mundo, não consegue ser o maior exportador, lugar ocupado pelos Estados Unidos. Hoje apenas os Estados do Extremo Sul (RS e SC) são considerados zona livre com vacinação, enquanto Paraná, Distrito Federal, maior parte de São Paulo, partes de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso acham-se na área de ampliação. Mato Grosso do Sul, partes de Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e São Paulo são zonas-tampões e a maioria dos outros Estados do País está na zona de alto risco. O Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa começou em 1965, no Rio Grande do Sul e um ano depois estendia-se a Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso, Goiás, Rio de Janeiro e Sergipe.
Em 1998 a OIE reconheceu RS e SC como sendo, livres de aftosa com vacinação. Os dois Estados têm 15 milhões de cabeças, no total, e esperam ser conhecidos livres sem vacinação em maio de 2001. Agora o Brasil busca o reconhecimento internacional para as regiões incluídas em todo Circuito Pecuário Centro-Oeste, região onde se encontra o maior rebanho bovino do País, com 83.206.056 cabeças, em um total nacional de 158.992.558 cabeças, segundo o Ministério da Agricultura. Para consumo interno o Brasil deve declarar até o fim deste ano, como zonas livres sem vacinação, o Circuito Pecuário Leste, formado pelo Leste de Minas Gerais e os Estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Sergipe, Mato Grosso do Sul e Tocantins, e a zona-tampão do Circuito Pecuário Centro-Oeste (Mato Grosso, Goiás e São Paulo). O Governo brasileiro, diz o Ministério, mantém a expectativa de que até 2005 o País inteiro seja considerado livre da febre aftosa.(J.O.)





