Conquistando fronteiras
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sexta-feira, 09 de julho de 2004
Mariana Guerin<br>De Buenos Aires 
Investimentos mundiais de US$ 41 milhões e mais de seis mil horas de testes em 30 propriedades rurais brasileiras e argentinas resultaram no que o fabricante considera a maior colheitadeira da América Latina, a CS660, da New Holland.
O lançamento reuniu cerca de 600 concessionários latino-americanos na Sociedade Rural de Buenos Aires. Todos extasiados com a apresentação preparada pela NH, que incluiu trovões e chuva artificial, cheirinho de terra molhada e as etapas de produção - da germinação à colheita - até a aparição da nova máquina.
Segundo o diretor comercial da New Holland para a América Latina, Francesco Pallaro, a empresa escolheu Buenos Aires para o lançamento da CS660 com o intuito de conquistar o mercado argentino.
Para dar suporte ao lançamento, iremos investir cerca de US$ 5 milhões na Argentina, em pessoal e capacitação, explicou. Pallaro ressalta que as vendas na Argentina terão início em setembro. No Brasil e no restante da América Latina as máquinas estarão disponíveis para compra em outubro. O preço médio de uma colheitadeira CS660 será de US$ 200 mil ou cerca de R$ 600 mil.
Inovações A nova colhedora tem capacidade para armazenar nove mil litros e é capaz de colher até 3,6 mil sacas de 60 kg de soja por dia. A plataforma de nove metros, o motor Cummings de 280 cv e o sistema de maior torque de acionamento do batedor, que evita a patinação da correia, também são algumas das inovações da CS660.
Dois sistemas garantem uma separação mais eficiente dos grãos da palha: o Rotary Separator, que age por força centrífuga, e um conjunto de seis saca-palhas, que atua por gravidade.
A manutenção também foi simplificada. Janelas acima e abaixo do elevador de palha, do côncavo, do bandejão, das peneiras e do cilindro facilitam a aplicação de graxa e a troca de peças. O sistema de iluminação, equipado com 11 faróis, amplia o campo de visão do agricultor e proporciona maior rendimento na colheita noturna.
Na prática, a máquina pode imprimir maior velocidade, colhendo grãos com maior qualidade e em menor tempo, afirmou o gerente de marketing da New Holland, Marcos Arbex.
Testes Sergio Barbiero, de São Miguel do Iguaçu (43 km a nordeste de Foz do Iguaçu), trabalhou com a CS660 na colheita de 1,2 mil ha de milho nas safras de 2002 e 2003. Destaco como positivos o sistema de debulha, as inovações da plataforma, a facilidade e rapidez de manutenção do motor e do sistema hidráulico e o conforto oferecido ao operador, disse o produtor.
Para o operador Edison José Cologni, qualquer pessoa pode tocar a colheitadeira. O conforto na cabine é ótimo e a operação da máquina é muito simples. A iluminação é ideal para colher à noite, afirmou. Cologni administra uma fazenda de 730 ha em São Miguel do Iguaçu e colheu 240 ha de milho e 100 ha de aveia e trigo com a CS660 na safra passada.
Produção O novo modelo será fabricado na Bélgica e no Brasil, na unidade de Curitiba. Para a primeira safra da América Latina, a produção deverá ser de 500 máquinas, sendo 300 destinadas ao mercado brasileiro, 250 ao argentino e 50 ao restante dos países latino-americanos, principalmente Paraguai e Bolívia. A nossa expectativa é produzir 1500 unidades/ ano, concluiu Francesco Pallaro.
Um diferencial da empresa, a entrega técnica, é um procedimento gratuito que fábrica e concessionária executam na propriedade para demonstrar os recursos que as máquinas recém compradas oferecem. Segundo o diretor nacional de vendas da New Holland, Sergio Plant, este serviço reduz ainda mais as perdas com a operação da máquina.
Se hoje trabalhamos com um índice geral de 1% de perda na colheita, com o treinamento do operador, este número cai para 0,5%, valor extremamente significativo para o produtor, finalizou.


