A Fitoterapia está entre as formas de medicina mais antigas, tendo o primeiro registro conhecido o ''Pent Sao'', texto botânico-medicinal chinês, datado do ano de 2.800 a.C.. O registro ocidental mais antigo é o papiro de Ebers, encontrado no Egito, do ano 1.700 a.C.. Desenhos nas cavernas, de aproximadamente 60 mil anos atrás, fazem lembrar o preparo de plantas medicinais, apesar de não haver como comprovar tal atividade de nossos antepassados.
Hipócrates, que viveu nos séculos IV e III a.C., considerado o Pai da Medicina, já escrevia sobre o uso correto das plantas. Seu contemporâneo, Dioscórides - em seu tratado ''Matéria Médica''-, cita 600 plantas medicinais de uso corrente na época.
Na idade média, a fitoterapia, assim como toda a ciência, sofreu um processo de estagnação, tendo-se perdido muito da cultura popular e científica. No Renascimento, com o aparecimento dos alquimistas, a descoberta das Américas e os seus Xamãs indígenas, houve também o ''renascimento'' da fitoterapia e outras práticas científicas, médicas ou não.
No período pós-revolução industrial, com o início da indústria de síntese, a fitoterapia passa a ser relegada a um plano secundário. Ressurge no final do século XX, com o nome de Fitomedicina, que traz para a clínica, o uso tradicional de plantas medicinais.
E é assim que lidamos com a fitoterapia atualmente, aliando os conhecimentos seculares adquiridos pelos nossos ancestrais com a experimentação científica atual, validando o que se faz há muito tempo, construindo e destruindo fatos e mitos, fazendo uma fitoterapia melhor a cada dia.
Nesta semana, abordaremos o Alecrim, planta muito comum em nossos quintais, sendo utilizada como tempero de carnes e como planta medicinal. Seu sabor, extremamente peculiar e aromático, faz com que seu uso não passe desapercebido, sendo adorado ou detestado, dependendo do gosto de cada um.
Lembramos, que as informações aqui contidas, terão apenas finalidade informativa, não devendo ser usadas para diagnosticar, tratar ou prevenir qualquer doença, e muito menos substituir os cuidados médicos adequados.

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