Condomínio reduz custo da cenoura
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sábado, 08 de novembro de 2003
Reportagem Local 
O condomínio criado por produtores de cenoura de Mauá da Serra (54 km ao sul de Apucarana) está dando certo e a primeira colheita está prevista para meados de dezembro. A iniciativa partiu de associados da Cooperativa Integrada que arrendaram uma área de 36 hectares. Eles investiram no plantio e na estrutura de processamento do produto.
A região tem clima ameno que favorece a produção de verduras e legumes durante o verão.
No primeiro momento foi preparado um lote de 7 hectares exclusivamente de cenoura. A estrutura para processar a produção já está sendo montada em barracão de 400 metros quadrados. No local será feita a classificação, padronização e embalagem do produto, que vai direto para o mercado atacadista. A venda será feita em São Paulo e a opção pela cenoura de deu por critérios logísticos, já que essa hortaliça apresenta maior resistência no transporte.
O condomínio, informa a cooperativa, foi a forma encontrada por Koiti Higashibara, Edson Koakutsu e Anderson Tokushima para reduzir custos e aumentar a margem de lucro.
O plantio da cenoura ocorreu em setembro e a colheita será feita no próximo mês. O produtor Koiti Higashibara é um dos que estão investindo no condomínio: ''É uma forma de diversificar a renda mesmo não tendo muito conhecimento do assunto, já que a área é administrada por uma pessoa especializada'', comenta Higashibara. ''Além disso, o cultivo é uma boa opção para diluir custos e otimizar os lucros, sem ter a necessidade de acompanhar diariamente a lavoura'', completa.
O produtor Edson Koakutsu, contratado para gerenciar o condomínio, também é
o responsável pela supervisão do plantio e tratos culturais.
Para aprimorar seus conhecimentos, ele conheceu a experiência da produção em larga escala no município de São Gotargo (MG). Na produção de grandes volumes os investimentos em tecnologia também são mais elevados. Mas o retorno é garantido.
''Aquela região é conhecida como capital nacional da cenoura e possui um
clima muito parecido com o da nossa região'', conta Edson. Para ele, o condomínio implantado pelos cooperados da Integrada é apenas o primeiro passo. ''A intenção é fazer de Mauá da Serra um pólo estadual na produção e comercialização de cenoura'', anuncia. Para isso, Koakutsu lembra que ainda será preciso muito trabalho.
O engenheiro agrônomo Cláudio Kubo é o responsável pela assistência técnica. A cooperatva fornece os insumos.
''A idéia de condomínios é boa'' sugerem as primeiras ações do grupo. A propriedade é dividida em cotas e cada participante torna-se sócio do
empreendimento e tanto os custos como os lucros são divididos entre todos na forma de rateio'', observa Koakutsu.
A regional da Integrada de Mauá da Serra apoiou a implantação do condomínio
e auxilia nas recomendações de adubação, aplicação de defensivos e
planejamento de variedades, informou a assessoria de imprensa. ''Além do acompanhamento técnico, a cooperativa também vai assessorar os cooperados que fazem parte do condomínio na hora da comercialização'', comenta o coordenador de HF da Integrada, Aderson Tokushima.
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