Concursos contra perda estimulam o produtor
Para o pesquisador da Embrapa Soja Nilton Pereira da Costa, o desperdício poderia ser evitado com o monitoramento da operação de colheita, pelo uso do copo volumétrico elaborado pela Embrapa, o qual correlaciona volume com massa, permitindo a determinação direta de perdas em sacas/ha de soja.
Resultados práticos desta técnica de monitoramento puderam ser observados em Cambé onde os produtores, orientados pela Emater, conseguiram reduzir o desperdício, que há 12 anos era de 2,4 sacas/ha, para 0,46 sacas/ha na colheita da safra 2002/2003.
''Hoje são 386 sojicultores cultivando 28 mil ha, onde o grupo de 17 sojicultores integrados no projeto apresentam ganhos de produtividade e rentabilidade, além de decréscimo de custos na produção'', contou o engenheiro agrônomo Alcides Bodnar, do Projeto Grãos da Emater de Cambé. O grupo obteve na safra 2003/2004 a média de 57 sacas/ha ao custo de 25,6 sacas e margem de lucro de 31,4 sacas.
Em Maringá, os produtores também tiveram um bom desempenho e perderam 30% menos que o índice estadual e três vezes menos que o valor nacional, terminando a safra com apenas 0,75 sacas perdidas/ha, que é o limite tolerável para qualquer produtor.
Para Marco Bruschi Neto, participante do concurso de redução de perdas de Maringá e região, a competição estimula a tecnificação dos operadores de colhedoras, levando à redução das perdas. ''Com os treinamentos, os operadores aprendem a regular melhor as máquinas para realizar a colheita na época ideal. Além dos produtores, os municípios e o próprio Estado saem ganhando'', argumentou. (M.G.)





