Para garantir a qualidade de bebida do café, não bastam cuidados no manejo. ''A bebida do café se estraga no terreiro'', alerta o engenheiro agrônomo Romeu Gair, da Emater de Londrina. A assitência técnica da cultura, segundo ele, vem investindo na capacitação de produtores, arrendatários, meeiros e porcenteiros sobre os cuidados com a colheita, secagem e armazenagem do grão. Para isso, a Emater está realizando palestras nas comunidades rurais do município.
A principal meta do Estado, segundo Gair, é divulgar a qualidade do café paranaense, valorizando a produção e uma melhor remuneração para os cafeicultores. ''O café do Paraná não perde para os cafés de Minas Gerais. Temos boas opções de bebida mole ou dura que agradam aos mais exigentes paladares'', garante. Uma das ações de divulgação, é o concurso Café Qualidade Paraná, promovido pelo Governo do Estado em conjunto com Câmara Setorial do Café, que engloba todas as entidades ligadas à cadeia.
O concurso, de acordo com o técnico da Emater, é feito em duas etapas: regional e estadual. O julgamento regional ocorre em setembro e o estadual em outubro. Nos critérios de avaliação estão a aparência do grão, tipo (defeitos no grão - ardidos, pretos, quebrados), e a bebida. Os vencedores regionais concorrem na etapa estadual de onde saem os participantes para o concurso nacional promovido pela Associação Brasileira das Industrias de Torrefação de Café (Abic). Gair explica que o concurso não oferece premiações, mas o lotes dos melhores cafés podem ser comercializados nos leilões oficiais. ''No ano passado os produtores conseguiram até R$ 100,00 a mais no preço da saca'', afirma.
Romeu Gaiar explica que as qualidades intrínsecas do café são trazidas pelas características genéticas da variedade, mais cuidados com manejo e uso correto de insumos. ''A qualidade da bebida não melhora a partir da colheita, mas ela pode ser mantida ou piorada'', alerta.
Entre os procedimentos corretos o técnico cita a colheita seletiva e no pano dos grãos maduros cereja. A seca dos cafés deve ser natural em terreiros de alvenaria ou suspensos. ''É preciso mexer bastante e não deixar camadas grossas de grãos para que se evite a fermentação'', orienta.
Para terrenos suspensos a indicação é de 1 saca/metro quadrado. Já nos terreiros de alvenaria a orientação para os cafés mais verdes é de camadas de até 6 centímetros; nos cafés mais secos as camadas devem ser mais finas, no máximo 2 cm. A colocação dos encerados também exige cuidados. ''nos terreiros suspensos o encerado não deve ser colocado diretamente em cima dos grãos é preciso um espaço de aeração''. Para finalizar Gaie orienta que os grãos secos exigem armazenagem em tulhas bem cuidadas.
As inscrições para o concurso são gratuitas e já estão abertas desde o dia 10 de junho e se encerram no dia 20 de agosto. Mais informações nos escritórios da Emater, Seab, cooperativas, sindicatos e associações de produtores. O regulamento está disponível também pela Internet, no site: www.emater.pr.gov.br

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