Além da diferença custo de produção/preço de venda, os avicultores paranaenses enfrentam concorrências com ovos vindos de outros estados, como São Paulo, e ovos galados, cuja venda é proibida no País. ‘‘Esta semana tivemos informações da venda desses ovos na região a R$ 10,00 a caixa’’, conta Cláudio Casagrande, da Apavi.
  O diretor da Apavi explica que os ovos galados são específicos para a reprodução, o fornecimento de pintinhos tanto para corte quanto para postura.
A diferença na produção está na presença dos galos. Nas granjas que trabalham com esse fim as gaiolas abrigam um galo e cerca de 10 a 15 galinhas. ‘‘Os ovos galados possuem embriões e por isso são mais suscetíveis a doenças. Se puser para chocar, nasce’’, garante. O consumidor, segundo ele, não sabe diferenciá-lo do ovo comercial e a fiscalização é ‘‘falha’’.
  O Estado de São Paulo, de acordo com Casagrande, é o principal concorrente dos produtores paranaenses e, além de um plantel bem superior, as estruturas das granjas também estão à frente, garantindo um menor custo de produção. O diretor da Apavi explica que naquele Estado os produtores podem aproveitar os créditos da isenção do ICMS na compra de equipamentos para a modernização das granjas. ‘‘Estamos há dois anos pleiteando esse apoio do governo do Estado. Recentemente conseguimos a isenção de impostos para as empresas que nos vendem embalagens para ovos’’. Ele reclama ainda que as linhas de crédito oficiais não chegam à avicultura de postura. (C.G.)

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