A distribuição e comercialização de produtos gerados por técnicas de biotecnologia é uma realidade que não pode mais ser ignorada. A sua liberação parece ser a solução mais sensata, deixando livre ao agricultor optar pelo melhor sistema de produção e ao consumidor decidir pelo qual tipo de alimento lhe é mais apropriado. Uma questão muito importante se refere a capacidade do Brasil desenvolver um sistema capaz de certificar o que é produzido de forma convencional e o que é produzido através de materiais transgênicos.
Uma vez confirmado pela grande maioria de entidades científicas mundiais, inclusive a Organização Mundial da Saúde, que o produto transgênico, e especialmente a soja, não provocam problemas à saúde humana e animal, a população mundial passou a consumi-lo sem maiores distinções. Na mesma linha, laboratórios e centros de pesquisa ao redor do mundo, especialmente os europeus e particularmente os franceses, realizam estudos profundos na área, inclusive com aplicações práticas nas lavouras.
O ganho diferencial pela soja convencional esperado pelos produtores brasileiros não tem sido verificado no mercado internacional. Por outro lado, existe uma negativa dos consumidores europeus em pagarem um preço remunerador pela soja convencional.

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