A Companhia Nacional do Abastecimento (Conab) prevê para este ano a importação de 1,5 milhão de toneladas de arroz para suprir o abastecimento. O consumo brasileiro está avaliado em 12 milhões de toneladas para uma produção de 10,4 milhões de toneladas. ''O restante terá que ser importado'', disse o analista da Conab, Paulo Morceli. Já foram importadas 700 mil toneladas, sendo que cerca de 800 mil toneladas deverão ser importadas no segundo semestre.
A escassez do produto foi um dos principais motivos de elevação de preço do produto, este ano. Houve quebra de cerca de 200 mil toneladas na safra do Rio Grande do Sul, maior estado produtor do País. Os produtores gaúchos estão acumulando perdas de produção nos últimos três anos, daí a elevação nos preços. Para agravar a situação, os países do Mercosul como Argentina e Paraguai, tradicionais fornecedores de arroz para o Brasil, também tiveram quebra em função das condições climáticas.
Segundo Morceli, o preço do arroz em casca para o produtor já subiu 80% além da inflação. No varejo, a elevação foi menor porque os cerealistas não conseguiram repassar a alta para o consumidor. Por isso Morceli não acredita em nova alta de preços no varejo. Segundo o analista, o preço do arroz só não aumenta mais no mercado porque o consumidor já sinalizou que o máximo que paga é em torno de R$ 10,00 a saca com cinco quilos. Ele prevê que o arroz de qualidade intermediária que o mercado está consumindo ficará em torno de R$ 8,00 a R$ 10,00 o pacote no mercado.
Para o ano que vem, a Conab prevê elevação na produção de arroz no País. Segundo ele, o governo do Rio Grande do Sul e a Conab estão empenhados em aumentar a produção, estimulando o aumento de produtividade. Os produtores devem plantar uma área 5% maior e a produtividade pode saltar de 4,8 mil quilos por hectares para 6 mil quilos por hectare.(V.C.)

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