Conab manipulou preços para atrair compradores
Apesar de o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Ivan Wedekin, ter negado manipulação de preços por parte da Conab - para que o prêmio ficasse elevado no leilão dessa semana (notícia veiculada pela Agência Safras & Mercado), os produtores e outros agentes de mercado entenderam que houve manipulação.
A medida pode mascarar os balizadores do mercado daqui para frente. Outro problema com o milho é a falta de liquidez. Mesmo diante de um quadro de escassez - numa análise de longo prazo - os compradores, indústrias, avicultura e suinocultura, fazem compra ''da mão para a boca'', fazendo com que a comercialização não flua rapidamente.
Por outro lado, quem vai colher milho safrinha tem interesse em vender rapidamente, mesmo admitindo os preços baixos. A análise dos comerciantes é que os produtores preferem ''tirar na soja'' o prejuízo calculado do milho. Ou seja, um bom preço da soja lá na frente, compensaria as perdas do milho.
Outros dizem ''o milho vai para o sacrifício porque o produtor quer ficar com uma commoditie na mão que pode ser transformada em dólar a qualquer momento. Por outro lado, a soja, tanto no silo da cooperativa como no da fazenda, apresenta menor depreciação que o milho.
Ainda que os preços da soja não repitam a boa performance do ano passado, continua sendo ''altamentecompensador'' produzir soja, segundo analistas. Isto implica numa inevitável redução da área de milho na próxima safra de verão já prevista pela unanimidade dos analistas e órgão do governo Mas esta redução não é, necessariamente, sinônimo de preços altos por causa da lei da oferta e procura. Na hora da venda, qualquer safra, por menor que seja acaba pressionando os preços para baixo, ainda que momentaneamente. O quadro de escassez ano que vem deve prejudicar o abastecimento. Ninguém tem dúvida desse risco, mas governo e indústria tentar empurrar com a barriga essas preocupação.





