Conab avaliará em fevereiro
PUBLICAÇÃO
sábado, 16 de janeiro de 1999
Da Redação 
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) fará em fevereiro um levantamento para ver se está sendo confirmada a segunda previsão da safra nacional 98/99, divulgada em 15 de dezembro. Essa aferição obedecerá os mesmos critérios que levaram àquela previsão, e os resultados deverão ser divulgados até dia 15 do mês que vem.
Para o público, aquele prognóstico foi anunciado em Brasília, dia 16/12, pelo ministro da Agricultura, Francisco Turra. Confirmando-se as condições climáticas favoráveis, bem como a possibilidade do replantio do milho em algumas áreas atingidas pela seca, sobretudo no Rio Grande do Sul, a produção brasileira de grãos para este ano ficará, conforme o anúncio, entre 83,1 e 84,5 milhões de toneladas, superando os 81,2 milhões de toneladas colhidos na safra 94/95.
PrevisãoPara elaborar a segunda intenção de safra, técnicos da Conab fizeram, entre 29 de novembro e 5 de dezembro, um levantamento nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul e nos Estados da Bahia, Maranhão, Piauí e Rondônia. Aplicaram 1.150 questionários em cooperativas, secretarias de Agricultura, agentes financeiros e órgãos de assistência técnica e extensão rural. A Conab previa que a área cultivada passaria dos 35 milhões de hectares da safra de 97/98 para entre 37,4 e 37,9 milhões de hectares, com um aumento entre 6,7% e 8,2%.
A pesquisa indica, com base na área plantada e outros parâmetros, produção nacional de arroz de 11,2 milhões de toneladas - 31,8% superior à de 97/98. A primeira safra de feijão - safra das águas, cultivada no Centro-Sul do País -, cresceria 5,3% na área plantada e 27% na colheita, em relação ao período anterior (1,2 milhão de toneladas).
No Centro-Sul, o aumento da área plantada deveria ficar entre 0,7% e 2,8%, principalmente devido à recuperação do arroz - entre 16,1 e 18,8%, e do milho, também da primeira safra, entre 4,6 e 7,4%. A área de algodão diminuiria entre 15% e 11% e a de soja entre 2,7% e 0,9%.
Para o Nordeste, a expectativa da Conab era a reincorporação da área que deixara de ser cultivada naquele ano em função do fenômeno El Ni¤o. Isso recuperaria 7 milhões de hectares, correspondentes a igual área cultivada em 1997. Os técnicos da Conab ressaltavam que perspectivas otimistas de produção dependiam da permanência das boas condições climáticas.


