O Brasil é o maior importador mundial de trigo, embora pudesse competir como fornecedor do mercado mundial. O trigo brasileiro tem qualidade, no custo por hectare e em produtividade. Essas observações são dos pesquisadores Sérgio Dotto, da Embrapa-Soja e Luiz Alberto Cogrossi Campos, do Iapar. Eles participaram, dias 18, 19 e 20, em Foz do Iguaçu, do 7º Seminário Internacional do Trigo–Brasil, onde aquelas características foram discutidas.
Dotto e Campos lembraram à Folha Rural que em 1994 sobrou trigo no mundo, e ninguém queria comprar, apesar do preço baixo – US$90,00 a tonelada do produto brasileiro. Em 1995 a cotação subiu para US$280,00. Em 96 os preços normalizaram e passaram a flutuar entre US$100,00 e US$130,00, além das despesas de internação dos grãos importados, o que acrescenta de 30% a 40%. O Brasil, observam os pesquisadores, tem alta produtividade – outro elemento importante na concorrência internacional. Dotto lembra que no Rio Grande do Sul existem muitos lavradores, produzindo acima de 9.200 kg-ha; são comuns as colheitas de 5.000 kg-ha e na região de Tibagi (Centro) chega-se a produzir 3.500 kg-ha. A pesquisa, porém, consegue em campos experimentais 8.000 kg-ha. Na Argentina a produtividade média é de 2.500 kg-ha, no Canadá 2,2 mil quilos-ha e nos Estados 1,8 mil kg-ha.(J.O.)

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