Apesar do cenário nacional não apontar boas perspectivas para a cultura, a falta de liquidez do mercado, o preço baixo e a importação de trigo pelos moinhos brasileiros, parece não preocupar os agricultores em Tibagi. Eles ainda não sabem onde e nem para quem irão vender sua produção, mas garantem ter a certeza do lucro.
A possibilidade de um mercado incerto e a entrada do trigo argentino no País, por exemplo, não preocupam Ivo Arnt. Isso porque, explica o triticultor, o seu trigo vai competir no mercado nacional com o argentino, tanto em preço como em qualidade.
O único problema que os produtores de Tibagi devem enfrentar, é a falta de incentivo do governo federal para a comercialização do trigo no mercado interno. Enquando os moinhos compram trigo argentino com 280 dias para pagar, os produtores brasileiros são penalizados por não existir nenhuma linha de crédito que lhes permita entregar a produção com um prazo desses.
Para Ivo Arnt, ‘‘o governo precisa analisar a questão da comercialização do trigo, não interferir, mas ter uma linha de crédito para os moinhos para que eles possam adquirir com tranquilidade a produção nacional’’. O trigo argentino deve entrar no Brasil praticamente com a mesma cotação do nacional. Na prática, o que vai diferenciar o nacional do importado, é a qualidade. (G.F.)

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