Competência legislativa corrigirá erros do passado
Entre os objetivos finais do Projeto Biomas, o pesquisador Gustavo Curcio, da Embrapa Florestas, cita a montagem de uma rede nacional de manejo de APPs e entornos, subdividida por biomas, tipo de paisagem e tipo de intervenção, seja restauração, enriquecimento, sistemas agroflorestais, povoamentos florestais, entre outros.
Estabelecimento de parâmetros para definição da largura de APPs, principalmente as fluviais, considerando as particularidades ambientais locais, avaliação inicial de sistemas de manejo de APPs e entornos, com foco nas funções ambiental e econômica da propriedade rural e capacitação de multiplicadores, por bioma, na percepção de informações ambientais, em sistemas úteis ao manejo de APPs e entornos completam a lista de demandas.
Segundo Curcio, é ideal que as unidades demonstrativas sejam escolhidas em propriedades particulares, independentemente do tamanho, em pontos que extrapolem o máximo possível de dados sobre o determinado bioma. ''Deve ser uma área que combine fragilidades e potencialidades.''
''Este projeto reflete a democratização da pesquisa e irá indicar boas práticas agrícolas, as quais poderão induzir mudanças na legislação ambiental, criada sem nexo científico'', comenta a presidente da CNA, Kátia Abreu.
Para ela, a competência legislativa, a qual sugere que a União seja responsável pelas normas gerais e os estados pelas normas específicas, é a principal bandeira do projeto. ''É a maneira encontrada pela pesquisa de corrigir os erros do passado, respeitando as particularidades de cada bioma.'' (M.G.)





