Como se produz as sementes
O objetivo do Centro de Produção é conseguir cerca de 85% de fertilização em laboratório. Para isso, é feito um trabalho minucioso de aplicação de recursos tecnológicos em genética de reprodução.
O processo total leva em torno de 60 dias, contabilizando desde a desova até a entrega das sementes aos cultivadores. Tudo começa pela captura e seleção das ostras matrizes (machos e fêmeas) na natureza.
O próximo passo é a indução à desova por meio de estímulos, para a formação dos gametas que serão fertilizados em vitro. As larvas obtidas pelo método (atrocófora) são transferidas para tanques de larvicultura e acondicionadas entre 10 e 15 dias.
No local, as larvas passam por um manejo especial caracterizado por peneiramento, seleção e alimentação. Na sequência, as futuras ostras são levadas para os tanques de assentamento. Esta fase é muito importante. É nela que as larvas se fixam e começa a transformação de larva para semente. No tanque são depositados grãos de concha moído para colaborar no crescimento da ostra. O assentamento dura em média 30 a 45 dias. Quando as sementes crescem o suficiente para não passarem pela malha das lanternas, são encaminhadas para o produtor.
A alimentação destes animais é produzida pelo laboratório. O fitoplânction representa cerca de 40 a 54% do custo total do cultivo de sementes de ostra. as microalgas do laboratório são aquelas que possuem qualidades nutritivas ideais e tamanho celular adequado. O fornecimento mantém quantidade, qualidade e regularidade para alcançarmos uma semente diferenciada. Isso nos garante sustentabilidade e reforça o pioneirismo do projeto, afirma a coordenadora técnica do Ostra Nativa, a pesquisadora Ana Paula Baldan. (C.P.)





