No Brasil ainda predomina a cultura de privilegiar as atividades agrícolas e pecuárias como alternativas de desenvolvimento na região Amazônica. Quase sempre os agricultores, que foram para lá, permitiram que os madereiros desmatassem e ficassem com a madeira em troca da construção de estradas, criando um círculo vicioso na exploração fácil e barata para os madeireiros.
De acordo com o levantamento mais recentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), feitos no ano passado, apenas 48 mil quilômetros quadrados da Amazônia estão desmatados. Parece pouco diante da extansão total da floresta que é de 49 milhões de quilômetros. Mas a exploração na mata é tão desordenada que o Governo brasileiro está buscando implementar políticas públicas para conter esse processo.
Segundo o diretor de Recursos Florestais do Ibama, José de Arimatéia Silva, a forma mais fácil de controlar a exploração de madeira na Amazônia é regular o acesso aos recursos, licitando as áreas de Florestas Nacionais (Flonas) para exploração por parte de empresas privadas.
Como a atividade florestal na Amazônia é muito difusa, Arimatéia acha que é melhor permitir a exploração de maneira racional, do que deixar a floresta à mercê dos exploradores: ‘‘É impossível fiscalizar uma área tão grande, por isso achamos que o sistema de Flonas é uma das soluções para que o Ibama tenha domínio do uso de floresta.’’(C.C.)

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