Os nematóides mais prejudiciais à cultura do café são os denominados cientificamente Meloidogyne incognita e Meloidogyne paranaensis, considerados limitantes da produção, pois impedem a formação de novas lavouras, quando estão presentes na área, ou reduzem a produção, destruindo a lavoura quando são introduzidos em cafezais já formados. Os pesquisadoes concluíram que erradicar os nematóides ‘‘é praticamente impossível’’. Por isso o jeito é conviver, mantendo-os em níveis baixos de infestação. As pesquisadoras Alaíde Krzyzanowsk, nematicista, e Maria Cristina L. Lima Dias, especialista em sementes, sugerem para o Paraná: adubação verde, plantas resistentes, rotação com plantas que inibem a reprodução dos nematóides; plantas inibidoras do verme do solo (leucena, crotalária, mucuna, amendoim, guandu anão aratã e aveia IAC-7 precoce). Além disso, deve-se manejar por 1,5 a 2 anos com aquelas espécies; deixar a área livre de plantas invasoras. Somente apó esse manejo, pode-se plantar café de novo, mas com mudas enxertadas (‘‘nesse caso a cultura deve ser monitorada, com amostragem a cada quatro meses, para observar a redução populacional dos nematóides’’).
Os nematóides chegam a uma propriedade de várias maneiras: nas mudas de café, na água, nas enxurradas, nos cascos dos animais, nos implementos agrícolas, nos veículos e nas solas dos sapatos dos lavradores. Quando se alastram pela lavoura, são denunciados por galhas nas raízes das plantas, clorose, redução e deformação do sistema radicular, diminuição da eficiência das raízes em absorver e translocar água e nutrientes; menor crescimento da parte aérea, desfolhamento em reboleiras e menor produção. A planta morre. Por isso, dizem as pesquisadoras, ‘‘cuidados muito especiais devem ser tomados com viveiros de produção de mudas. A área escolhida não deve estar infestada e precisa ser protegida de infestações futuras, especialmente por água de enxurrada e inundação’’. E a água de irrigação deve ser de poço artesiano ou mina. (J.O.)

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