Como evitar descarte de sementes de soja
Técnicos do Laboratório do Brasil e do Paraguai estiveram reunidos esta semana ( de 3/12 a 7/12) na Embrapa Soja, em Londrina, para participar do 30º Curso de Tetrazólio e Patologia de Sementes em que são apresentadas tecnologias adequadas para identificar e corrigir os problemas de descarte de lotes de sementes de soja. A utilização de sementes de soja de baixa qualidade pode provocar prejuízos anuais de R$ 30 a 60 milhões.
Em 16 anos, a Embrapa Soja treinou mais de mil técnicos de laboratórios de sementes do Ministério da Agricultura e de empresas particulares do Brasil e da América Latina. A avaliação do potencial de germinação de sementes infectadas ou não por fungos e a identificação de baixa qualidade fisiológica das sementes pode ser obtida com o método de Diagnóstico Completo da Qualidade da Semente de Soja (Diacom), que engloba os testes de tetrazólio e de patologia de sementes.
O teste de tetrazólio oferece informações sobre o potencial de germinação, o vigor da semente, índices de danos mecânicos, e perdas causadas por percevejos e por umidade. No Brasil são realizadas anualmente 180 mil análises de semente de soja com o teste, tornando o País líder mundial no controle de qualidade de sementes.
O Mato Grosso, por exemplo, há oito anos importava sementes de soja de outros estados, porque o material produzido na região não atendia às necessidades de qualidade. Hoje, só a Associação dos Produtores de Sementes do MT realiza 17 mil análises de tetrazólio com sementes de soja por ano. ''A adoção do Diacom e outras tecnologias possibilitou que o MT tivesse a melhor tecnologia de produção de sementes e também as melhores tecnologias para a produção de soja. O estado possui produtividade de 3 mil/kg por hectare, acima da média nacional'', afirma o pesquisador José de Barros França Neto, da Embrapa.
A parte teórica do Curso de Tetrazólio e Patologia de Sementes abordou as metodologias dos testes disponíveis e informou sobre as recentes tecnologias que podem auxiliar na produção de sementes de soja, assim como avaliar sua qualidade. Nos laboratórios, os participantes viram, na prática, o que foi ministrado nas palestras.
A representante da Delegacia da Federação da Agricultura de Pernambuco, Gláucia Almeida, há três anos tentava participar do curso. ''Trabalho no laboratório que faz a fiscalização de sementes de todo o Nordeste, por isso é importante esse treinamento, que colabora para que tenhamos uma visão ampla de fitossanidade e de tecnologia de sementes'', diz.





