A adoção da tecnologia do plantio direto exige um conjunto de práticas integradas para alcançar seus objetivos. ‘‘Não basta apenas plantar um adubo verde. Tem também que fazer rotação de culturas e saber escolher as variedades certas’’, diz Ademir Calegari, pesquisador do Iapar.
Para o plantio de inverno as principais recomendações são: aveia preta, aveia branca (com dupla função de produção de grão e matéria seca), nabo forrageiro, tremoços branco e azul, ervilhacas peluda e comum, centeio, ervilha forrageira e triticale.
O produtor deve escolher o adubo verde de acordo com a sua opção para o cultivo principal de verão. Se for plantar milho, por exemplo, deve optar por uma leguminosa. Os agricultores que vão plantar soja, podem escolher entre aveias, centeio, triticale e milheto. Se o produtor não definiu ainda o que vai plantar, ou em qual área vai plantar o quê, pode fazer uma opção de consórcio entre gramíneas e leguminosas/crucíferas. ‘‘O importante é não ficar plantando somente uma espécie de forrageira repetidamente, porque pode haver problemas de doenças e pragas’’, destaca.
Variedades precoces já testadas são: a moha, uma gramínea anual de ciclo curto, que pode ser manejada com 40 dias; o milheto, que em 65 dias chega a produzir 72 mil toneladas de massa verde, a crotalária juncea e o guandu-anão. ‘‘Com todas estas opções, só não faz adubação verde quem não quer’’, finaliza Calegari.(C.C.)

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