MoaOpçãoPequenos mercados podem importar por conta própria e são uma opção para os exportadoresO mercado de alimentos japonês é um dos mais exigentes e rígidos do mundo, mas pode ser acessível a produtores e agroindústrias brasileiras que conheçam as preferências, os pontos de vista sobre produção, importação e os trâmites alfandegários. Estes serão os temas em destaque no Worshop Internacional - Controle de Qualidade de Alimentos - Comércio Brasil/Japão que será realizado no próximo dia 7, durante a Expongranja - 1ª Feira de Aves, Suínos e Milho, em Londrina.
O workshop está sendo organizado pelo Centro de Ciências Agrárias do Departamento de Tecnologia de Alimentos e Medicamentos da Universidade Estadual de Londrina. Segundo o coordenador do evento, professor Massami Shimokomaki, o Japão é, senão o maior, um dos maiores importadores de alimentos do mundo. ‘‘O País importa 85% dos alimentos que consome e o Brasil tem condições de atender grande parte de suas necessidades’’, afirma.
Dois profissionais japoneses, especialistas na área de alimentos, falarão da estrutura do mercado japonês, rede de distribuição, gosto e preferência; preço, embalagens e além aspectos legais que facilitam a exportação.
Mercado em expansãoAlguns dados comentados pelo professor Massami mostram que o Japão tem sido alvo de fornecedores do mundo inteiro, devido a sua forte moeda, o ien. Segundo o professor, em l990 somente os Estados Unidos faturaram US$35 bilhões em comercialização de produtos agrícolas com o Japão, garantindo sozinho 34% do volume de importações desse país. ‘‘As estatísticas mostraram que, naquele ano, o Japão gastou cerca de US$3,14 mil dólares/ano por habitante somente com alimentação’’, comenta.
Os pequenos empresários às vezes se assustam com a questão da exportação, mas Massami diz que ‘‘não é um bicho-de-sete-cabeças’’, e o produtor precisa apenas estar bem informado das exigências do mercado que lhe interessa.
A Jetro (Japan External Trade Organization) é uma empresa que assessora produtores e indústrias que queiram exportar. Esta assessoria não tem custos para o interessado, diz Massami.
A exportação pode trazer diversos benefícios para o Brasil. Além de melhorar o déficit público, o produtor terá que elevar a qualidade de sua produção, e com isso o consumidor brasileiro ganhará. ‘‘Se vamos produzir com qualidade para exportar, é claro que esta qualidade vai ser repassada ao nosso consumidor também’’, acredita Massami.
QualidadeUm dos palestrantes, Kamitoshi Ikeda, presidente da Kim Consultores, falará no dia 7 de agosto, durante a Expongranja, sobre a Situação Mercadológica dos Alimentos Processados no Japão, enfocando alguns temas como acesso ao mercado japonês, ponto de vista japonês e controle de qualidade.
‘‘O Japão é um mercado comprador de qualidade. Qualidade é sempre a prioridade máxima’’, destaca o conferencista. Para entrar no mercado japonês, é bom saber como funciona a rede de distribuição. Segundo Ikeda,‘‘nenhum varejista de alimentos detém 2% ou mais de participação, extamente o oposto do que acontece nos países europeus’’. No Japão, as chamadas marcas nacionais possuem forte poder para controlar o mercado. No entanto, esta tendência vem se modificando nos últimos tempos, a começar pelos alimentos frescos, completa.
Outra opção de mercado são os importadores que comercializam alimentos e bebidas por conta própria e as distribuem em shoppings centers e lojas que trabalham com itens mais sofisticados. Supermercados tentam importar comestíveis também por conta prória. ‘‘Essas duas modalidades poderiam funcionar como um parceiro de quem quer entrar no mercado japonês‘‘, analisa Ikeda.
O especilista japonês também informará. em sua palestra, o gosto e a preferência dos japoneses em paladar, tamanho e cor dos alimentos. O produtor brasileiro interessado em exportar deve apresentar preços os mais competitivos possíveis, pois não haverá necessidade de remarcações. ‘‘O Mercado japonês é muito caro, mas muito sensível ao valor e ao preço’’, informa.
Outro item inportante é a embalagem, que deve utilizar um bom design, simples, porém elegante ou clássico. ‘‘Deve parecer distinto na prateleira, e fará mais sucesso se revelar o interior, do que se for muito explicativo. Consumidores japoneses preferem ver a ler’’, finaliza Ikeda.

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