Os investimentos em pesquisa feitos pela Embrapa Soja transformaram completamente a paisagem do Brasil Central. De uma grande região isolada, sem estradas e sem lavouras até meados da década de 70, se tornou a principal fronteira agrícola do País em apenas 20 anos. A região recebeu um vasto contingente de agricultores do Sul, principalmente gaúchos, que não economizaram na adoção de modernas tecnologias aprovadas pela pesquisa e o resultado apareceu logo.
Na safra passada, o Centro-Oeste já foi responsável por 64% da produção nacional de soja. Isso fez com que as lavouras do Rio Grande do Sul e Paraná estados tradicionais em soja deixassem de ser referência. Quem detém hoje os maiores índices de produtividade do mundo é o Mato Grosso.
Consolidada a expansão do Centro-Oeste, a soja subiu a partir da década de 80 para o Norte do País e hoje está também no Oeste baiano, em Tocantins, no Maranhão e no Pará - regiões ainda mais quentes que o Cerrado. ''À medida que os produtores foram desbravando novas áreas, fomos acompanhando esse processo de expansão, buscando levar cultivares que pudessem se dar bem e crescer em condições de clima diferenciado'', conta o pesquisador de melhoramento genético da Embrapa, José Francisco Ferraz de Toledo.(J.K.)

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