A Faep ainda está em processo de análise do material produzido pelos pesquisadores da UFPR. A expectativa é que a Comissão de Bovinocultura de Corte da entidade se reúna no dia 25 de agosto para avaliar o que já pode ser feito durante o segundo semestre deste ano.
Entre as sugestões da assessoria técnica da comissão está a identificação de pecuaristas para constituírem grupos de interesse nos sindicatos rurais, identificação de propriedades-referência locais ligadas ao grupo, programação de seminários e dias de campo com objetivos técnicos e motivacionais, estruturação de uma turma de técnicos para qualificação em assistência técnica, articulação para constituição de parcerias institucionais públicas e privadas para estruturar ações quanto a assistência técnica, ensino, pesquisa, sanidade, entre outros tópicos envolvendo o relacionamento com a indústria e até a estruturação de um plano integrado de desenvolvimento para ser implantado a partir de 2015.
O presidente da Comissão de Bovinocultura de Corte da Faep, Rodolpho Luiz Werneck Botelho, salienta que um dos principais dados levantados no trabalho é que a remuneração dos pecuaristas está baixa de um modo geral, fazendo a pecuária de corte ser transferida para áreas marginais, dobradas e mais baratas. "Com este raio-X da nossa pecuária, a comissão, em conjunto com a Faep e demais entidades, montará um programa de trabalho. Os produtores devem olhar para a atividade de forma empresarial, sejam pequenos, médios ou grandes. É necessário também a transferência de tecnologias, tais como melhorias de pastagem, cruzamento industrial ou melhoramento genético, integração agricultura e pecuária, etc", avalia Botelho.
Apesar de ainda ser uma exceção à regra, ele ressalta que já existem alguns nichos de produção onde os pecuaristas estão conseguindo altos rendimentos com eficiência econômica, como por exemplo: abate de animais com 14 meses a 16 meses, rendimento de carcaça acima de 55%, novilhas entrando em reprodução com menos de 15 meses e produção de carne por hectare dez vezes superior a atual média do Estado.
"Precisamos de propriedades de referência regional para que sirvam de motivação e inspiração aos pecuaristas. Mas também necessitamos que a pesquisa gere informações para o desenvolvendo da pecuária, principalmente em áreas marginais e declivosas", finaliza. (V.L.)

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