''Comércio quer produtores com visão empreendedora''
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sexta-feira, 04 de outubro de 2002
Érika Pelegrino<br> Reportagem Local 
Os produtores de flores de Londrina e região começaram em agosto a se preparar para o feriado de Finados, início de novembro. Segundo o presidente da Aflopar, Célio Francisco, produtores de Rolândia, Arapongas e Londrina plantaram 100 mil vasos de crisântemo flor vendida nesta época do ano.
Francisco afirma que a produção local atende à demanda de Londrina. Apenas 15% do produto vem de Holambra (SP). A produção local é vendida em supermercados e para ambulantes que ficam nas portas dos cemitérios.
O crisântemo é o carro-chefe da produção de flores da região, que produz também violeta, flores de corte, siclame, impactiens, gérbera. ''Tanto que os atacadistas de fora não entram neste mercado, pois sabem que aqui tem produção qualidade'', afirma. ''A qualidade do crisântemo produzido aqui é a mesma do produto da Holambra, são usadas as mesmas técnicas''.
Márcio Takemura é um dos maiores produtores, junto com seu pai Seitei Takemura que está no ramo há 30 anos. A base da produção da Chácara das Flores Takemura é o crisântemo. São 20 estufas com mais de 30 qualidades do produto.
Semanalmente, segundo Márcio Takemura, são produzidos mil vasos de crisântemo. Para o feriado de Finados foram plantados 30 mil vasos. Os Takemura vendem seus produtos na floricultura que possuem e para ambulantes, supermercados.
Para as floriculturas o Finados não é uma data forte e não compram dos produtores locais, ou compram uma quantidade pequena. Segundo o presidente da Aflopar, os floristas já têm seus contratos com atacadistas de fora (maioria de Holambra) que os atendem o ano todo.
Francisco afirma que há oito anos as floriculturas também estavam no comércio de Finados. O cenário mudou quando os supermercados entraram no ramo. ''Antes só as floriculturas vendiam flores, hoje é diferente'', afirma.
Na avaliação do presidente da Aflopar, os produtores de Londrina não conseguem colocar seus produtos nas floriculturas, porque estas precisam de um mix de produtos. ''O produtor da região produz no máximo quatro tipos, o que não é suficiente para atender às expectativa das floriculturas''.
Segundo Francisco, Londrina precisa de produtores com visão empreendedora. ''O mercado existe, mas a maioria não é floricultor, e dedica-se apenas um hobby''.


