O comércio de alimentos orgânicos movimenta, anualmente, US$ 25 bilhões no mundo. O Brasil, apesar de toda sua potencialidade para produzir alimentos livres de agroquímicos, abocanha apenas US$ 115 milhões desse mercado. O segredo para melhorar essa participação está na organização dos produtores.
  Segundo Liliane Rank, gerente de produtos e de acesso a mercados da Agência de Promoção de Exportação do Brasil (APEX), o segredo para ganhar esse mercado está na associação de produtores. Ela participou do Seminário de Oportunidades de Exportação de Produtos Orgânicos para o Japão, promovido pelo Sebrae em Londrina.
  Para a gerente, a união é o único caminho para conseguir a escala exigida pelos grandes mercados. Pensando nisso, a APEX está estimulando a criação da Brasil Bio. A entidade tem o objetivo de organizar os produtores e representá-los junto à agência, para que sejam feitas ações de promoção dos produtos brasileiros.
  Iniciativas de divulgação dos alimentos em outros países costumam render bons resultados. De acordo com Liliane, uma única ação de promoção comercial na Alemanha, durante a feira internacional de produtos orgânicos Biofach, gerou um potencial de exportação de US$ 15 milhões. ‘‘A demanda é maior que a capacidade de oferta do País. O mercado pode ser melhor aproveitado.’’ (Carolina Avansini)

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