Comercializar cafés especiais depende de alianças estratégicas
Como o próprio nome já diz, os cafés especiais são raridades que se destacam dos cafés comuns por apresentarem características diferenciadas e equilibradas de aroma, sabor, acidez e corpo. Por essa razão recebem melhor remuneração, constituindo uma boa oportunidade para agregar valores e divulgar o produto brasileiro em outros países. A comercialização vantajosa para o produtor, porém, depende do estabelecimento de alianças estratégicas com compradores, principalmente do exterior.
De acordo com Francisco Barbosa Lima, do Denac em Londrina, o melhor caminho para conseguir essas oportunidades é participar dos concursos promovidos anualmente pela Associação Brasileira de Cafés Especiais e a Illy Café. Segundo ele, os produtos selecionados são classificados como especiais e os primeiros colocados participam de um leilão, recebendo melhor pagamento. Mesmo que não atinjam as primeiras colocações, os produtores classificados divulgam seu nome no mercado, atraindo a atenção de compradores que pagam melhores preços.
Apesar das boas perspectivas, para conseguir um lugar nesse segmento não basta apenas ter vontade. Barbosa esclareceu que a produção exige condições climáticas adequadas, com pouca umidade para evitar a fermentação dos grãos. Além disso, demanda investimentos pois nos concursos toda a origem da produção é investigada, o que inclui os aspectos sociais da propriedade, as condições de trabalho oferecidas e o respeito ao meio ambiente. Por isso, não é negócio para todos os produtores. ''Se a maioria produzisse, deixaria de ser especial'', analisou. (C.A.)





