''Comercialização é predatória; agricultor tem plantar menos''
A comercialização, do jeito que vem sendo realizada, com preços bem próximo dos US$ 5,00/saca é predatoria e desestimula a plantar no verão, afirmam Pitoli e outros empresários ouvidos pela Folha Rural. ''Dentro dos custos de produção, hoje, é preciso que o milho alcance um preço de US$ 6,00/saca, ou R$ 18,00 na cotação do câmbio de hoje''.
Segundo eles, a grande preocupação não é tanto com o mercado deste ano mas com a próxima safra. ''Vamos colher na safrinha em torno de 5,5 milhões de t de milho. Esta produção, somada às atuais 8,5 milhões de t produzidas no verão representa uma oferta de 14 milhões de t - só do Paraná - que não tem esse consumo todo. Neste caso, o esforço é exportar para outros países e vender a outros Estados. Só que é preciso aceitar que o milho está plantado de Norte a Sul do País'' - observa Pitoli.
O volume total de produção deste ano vai ser superior à demanda: cerca de 43 milhões de t entre safras de verão e inverno. Vamos ter um estoque de passagem de 3,5 a 4,0 milhões de toneladas. Temos demanda de 37 milhões. O que mostra que o produtor tradicional não deverá manter suas áreas no próximo ano.
Outros operadores do mercado ouvidos esta semana pela Folha Rural, aconselharam os produtores a reduzirem ao máximo sua produção de milho no próximo verão, a continuar o quadro atual. O plantio, porém, tem que ser mantido para rotação de culturas e para manter a otimização no uso de máquinas. O melhor que o agricultor faz na próxima safra de verão é aproveitar a liquidez da soja e concentrar o esforço do milho safrinha ano que vem. (O.P.)





