Começa segunda etapa de vacinação
Está em vigor a segunda etapa de vacinação contra a febre aftosa em todo o Paraná. A vacinação prosseguirá até o próximo dia 20. O Paraná está há 42 meses sem a ocorrência da doença e em processo de reivindicação da condição de área livre de febre aftosa, com vacinação, junto à Organização Internacional de Epizootias (OIE), com sede na França. Com a liberação, o Estado poderá exportar carne bovina para países da Comunidade Econômica Européia.
Uma das condições para conseguir a liberação é fazer exames de sorologias nos rebanhos. A Secretaria de Agricultura e do Abastecimento do Paraná está aguardando a definição do Ministério da Agricultura, para a realização desses exames. A expectatvia é que os examaes sejam realizados em abril de 1999.
O objetivo da Secretaria, nesta etapa, é conseguir vacinação de 100% do rebanho de bovídeos (bovinos e búfalos) do Estado, estimado em mais de nove milhões de cabeças, em 192 mil propriedades no Paraná.
MultaA partir dessa última etapa de vacinação, a movimentação de animais em todo o Paraná só será permitida com comprovante de vacinação contra a doença. Produtor que não vacinar seu rebanho, não poderá participar de leilões, feiras e exposições. Terá também que pagar multa de R$88,90 por cabeça não vacinada.
O objetivo da Secretaria da Agricultura e Abastecimento é manter ou superar os números da primeira etapa da campanha, em maio, quando foram imunizados 98% do rebanho estadual.
Mesmo depois de encerrado o período de campanha, as propriedades continuarão a ser visitadas para fiscalização de produtores que não fizeram a vacinação no seu rebanho. O diretor do Departamento de Fiscalização Animal da Seab, Felisberto Queiroz Batista, garante que os técnicos irão percorrer as propriedades que apresentaram algum tipo de dificuldades de vacinação em campanhas anteriores. Os técnicos conferirão se a imunização está sendo feita.
Nesta campanha, assegura Batista, o trabalho de fiscalização de Defesa estará sendo reforçado com a contração de 60 médicos-veterinários. Com a estrutura, garante, haverá condições de percorrer todas as regiões do Estado para uma amostragem mais realista. Outro reforço foi a compra de 120 veículos para o trabalho de fiscalização.
Mais rigorBatista afirma que a vacinação dos animais é fundamental para manter o Estado longe da ocorrência de aftosa. Ele garante ainda que além das campanhas de vacinação, a Seab tem aprimorado os serviços de vigilância sanitária, de fiscalização na entrada de animais no Estado e ainda a fiscalização de abatedouros e exposições-feiras agropecuárias.
O lançamento oficial da campanha aconteceu na terça-feira, dia 3, pelo secretário da Agricultura, Antônio Leonel Poloni, na Cabanha Carandá, do criador Rodrigo Bayer Merder. A propriedade fica em Quatro Barras, região metropolitana de Curitiba.
Circuito pecuárioSegundo o diretor do Departamento de Fiscalização da Secretaria, apenas algumas áreas dos sete Estados que compõem o chamado Circuito Pecuário Centro-Oeste, do qual o Paraná faz parte, poderão ter a área liberada após os exames de sorologia. As outras localidades, segundo Batista, serão chamadas de tampão, ou seja, sem a declaração da OIE, mas deverão praticar ações sanitárias no rebanhos.
Além do Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais, Goiás e Tocantins fazem parte do Circuito Pecuário Centro-Oeste. No total, o rebanho das áreas que poderão ser liberadas é estimado em 70 milhões de cabeças. A sorologia envolverá cerca de 160 mil amostras nos sete Estados. No Paraná serão coletadas 25 mil amostras de sangue, onde será analisada a existência de anticorpos ao vírus da aftosa.Arquivo FREmpenhoSeab pretende fiscalizar a vacinação com mais rigor, multando quem não aderir à campanhaDa Redação





