Começa no dia 1º de novembro a segunda etapa de vacinação contra a febre aftosa no Paraná. Para chamar a atenção dos criadores sobre a importância de vacinar o gado contra a doença, a secretaria estadual de Agricultura e Abastecimento (Seab) está realizando o fórum Paraná Sem Aftosa. Durante a semana, aconteceram sete encontros regionais em Castro, Laranjeiras, Pato Branco, Toledo, Loanda, Maringá e Cornélio Procópio. Até o final do mês, serão feitas reuniões locais em 164 municípios.
De acordo com a Seab, a estimativa é atingir um público de sete mil pessoas nos encontros. Dez milhões de animais devem ser vacinados até o dia 20 de novembro, quando termina a campanha. Esse é o número estimado dos rebanhos bovino e bubalino paranaenses.
Obrigação A vacinação contra a febre aftosa é uma obrigação que os criadores de bois e búfalos devem cumprir duas vezes por ano. Não existe contra-indicação para a vacina, que é fabricada por cinco indústrias farmacêuticas e pode ser adquirida em lojas de produtos veterinários espalhadas pelo Estado. O preço médio de cada dose é R$ 0,85.
Dependendo do tamanho do rebanho, os criadores podem comprar ampolas com 10, 20 ou 50 doses. Cada dose corresponde a cinco mililitros da vacina e deve ser aplicada na região do pescoço dos animais, por via intramuscular ou subcutânea. A imunização acontece sete dias após a aplicação para os que já tomaram a vacina antes e, por isso, têm memória imunológica, e 21 dias depois para os que entram em contato com o produto pela primeira vez.
Na primeira fase da vacina, em maio, foram imunizados 98,5% dos 9.556.143 animais distribuídos em 210.273 rebanhos então cadastrados nas 120 unidades veterinárias paranaenses. De acordo com as autoridades sanitárias, o resultado pode ser considerado excelente. Tudo isso foi possível graças ao trabalho de 1091 profissionais do setor e voluntários treinados.
A Seab informou que os pecuaristas que não vacinarem o rebanho podem ser multados. Para comprovar a imunização, é preciso preencher um cadastro recebido na loja onde foi feita a compra do produto e entregá-lo na unidade veterinária da secretaria de agricultura. Para os criadores que possuem poucas cabeças e não utilizarão todas as doses contida em uma ampola, a solução é contratar um vacinador que aplica vacinas individualmente.
Taxa Desde a vacinação no primeiro semestre, os pecuaristas possuem também a obrigação de recolher uma taxa de R$0,25 por animal quando efetuam a imunização. O dinheiro será utilizado na criação do Fundo de Saúde Animal, que visa indenizar animais que venham a ser sacrificados em caso de uma epidemia da doença. Ao comprar a vacina, o criador recebe um boleto bancário, a ser pago no banco e uma ficha de cadastro para comprovar o recolhimento da taxa.
Os recursos serão administrados pelo Fundo de Desenvolvimento da Pecuária (Fundetec). Na primeira fase da campanha foram arrecadados R$ 1,8 milhões. Em novembro, a previsão é recolher mais R$ 2 milhões. A taxa, cujo pagamento é obrigatório, continuará sendo cobrada no ano que vem. Em dois anos, a Seab pretende arrecadar pelo menos R$ 8 milhões. Produtores que não recolherem a contribuição correm o risco de serem autuados.

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