Combate à praga da cana
Da redação
Pesquisa desenvolvida contra a broca da cana-de-açúcar pelo professor de Entomologia, Paulo Sérgio Machado Botelho, do campus de Araras, da Universidade de São Carlos (SP), permite a utilização de variedades melhores no País.
Segundo o professor, o combate à praga ainda na fase de larva foi fundamental para desenvolver várias espécies que hoje são plantadas no país. ‘‘Se não houvesse essa alternativa de controle, algumas das variedades de cana que existem hoje no Brasil não poderiam ter sido plantadas’’, garantiu Botelho.
O pesquisador informou que o sistema, que começou a ser desenvolvido em
1975, é adotado hoje por todos os produtores para combater a broca
da cana-de-açúcar. ‘‘O sistema é extremamente bem aceito pelos
grandes produtores’’, afirmou.
Dificuldades Ainda há problemas, por razões financeiras, entre os pequenos produtores, para adotar o sistema. O pequeno produtor não tem condições de arcar com os custos de criação dos parasitas usados no sistema.
Para a criação desses parasitas, é necessária a construção de laboratórios, o que aumenta os gastos dos pequenos agricultores. Uma das soluções para o problema é o fornecimento das culturas, pelos laboratórios das grandes usinas, para seus fornecedores. Outra saída é a construção dos laboratórios por cooperativas, como já é feito no Mato Grosso do Sul.

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