A criação de avestruzes do produtor Alceno Frank, de Cascavel, está no terceiro ano, com um plantel de 110 animais. Ele veio acompanhar o abate experimental de avestruzes promovido pela Coontruz, pois também estuda a possibilidade de montar uma central de abate em sua região.
Frank disse que já está em contato com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, para viabilizar o negócio. Seguindo o exemplo da cooperativa de Londrina, ele considera mais viável a parceria com frigoríficos já instalados. ''Não temos animais suficientes para montarmos uma estrutura própria'', ponderou.
Por cinco anos, antes de adotar a estrutiocultura como mais uma fonte de renda, Frank fez muita pesquisa sobre a viabilidade econômica do avestruz. ''Visitei oito estados e rodei mais de 10 mil quilômetros. Começei com os pés no chão.'' Na propriedade, além de investir no aumento do número de aves, ele montou uma incubadora e já trabalha com a prestação de serviços a outros criadores da região.
Como todos os setores da agricultura, o criador cascavelense destaca a necessidade da profissionalização do serviço. ''Tenho tudo monitorado'', enfatizou. Frank está confiante no aumento da rentabilidade, com a produção de filhotes. Atualmente possui 10 casais em fase de postura e até o final do ano o número se eleva para 24 casais. C.G.

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