Com o trabalho, veio o apelido: Paulinho Nelore
A iniciativa de trazer o gado nelore para o Paraná, da maneira como foi, aumentou a popularidade do então Secretário de Agricultura. Pimentel diz que ficou mais conhecido. ''Foi quando surgiu esse apelido, Paulinho Nelore. Diziam que eu tinha branqueado os pastos do Paraná''. O ex-secretário passou a percorrer o Estado implantando a raça Nelore em todas as regiões.
O poder de articulação e o bom trânsito político, numa época de grande instabilidade, elevaram o status de Pimentel. ''Naturalmente surgiu minha candidatura a governador''. Ele seria eleito em outubro de 1965 pelo PTN - Partido Trabalhista Nacional, e governaria o Paraná de 1966 a 1971.
Hoje, 40 anos depois, Paulo Pimentel continua na vida pública, preside a Copel, é empresário bem-sucedido e permanece ligado ao campo. ''Devo ter entre 3 a 4 mil cabeças de gado, não sei direito''. Nesta quinta-feira, ele estará em Londrina para a abertura oficial da Exposição, e fica até domingo, para acompanhar o Leilão da Fazenda Rio Bonito, de sua propriedade. A raça a ser vendida? Nelore, claro.
Perguntado sobre a evolução da raça no Brasil, Pimentel lembra daquela reunião na casa de Norman Prochet. ''Eu tinha certeza que o nelore ia virar padrão na produção de carne no Brasil. Não tinha como dar errado''. Segundo a Associação Brasileira dos Criadores, o nelore é o maior rebanho nacional, com 70 milhões de cabeças, o que corresponde a 40% dos bovinos no país. (R.J.)





