Em Assaí, o cooperado João Arabori foi o pioneiro na adoção da citricultura entre os produtores da Integrada. Em 2008 ele iniciou o cultivo em uma área de 14 hectares antes ocupada com grãos. ''Investi na laranja para ter mais uma opção de diversificação e incrementar a renda aproveitando a área'', argumenta. O produtor ainda mantém o cultivo de grãos em outras áreas da propriedade. Enquanto a indústria ainda não estava concluída, a cooperativa comercializava a fruta e também estabelecia parceria com outras empresas para processar a produção.
Para a safra atual, Arabori estima uma produção de 45 kg de fruta por pé, em um pomar de 5,3 mil pés de laranja da variedade pera. Segundo o coordenador de citricultura da Integrada, Reginaldo Sábio, a lavoura de Arabori é considerada exemplar em termos de qualidade e rendimento. ''No começo foi um pouco difícil porque não tinha experiência com a cultura, mas a cooperativa prestou assistência técnica e me deu condições de aprimorar a produção'', relembra.
Como a laranja alcança o ápice de produção após o sexto ano, o produtor espera que a partir da próxima safra conquiste um rendimento que possibilite o retorno dos investimentos feitos para implantação da cultura. ''O nosso maior problema costuma ser a comercialização, mas com a indústria tenho a garantia de venda de toda a produção'', afirma. Apesar do manejo ser feito de modo mecanizado, a colheita dos frutos é manual. Segundo Arabori, um grupo de seis trabalhadores colhe, em média, 15 toneladas de fruta por dia.
O coordenador de citricultura da Integrada afirma que a produção da cooperativa está distribuída da seguinte forma: 40% das lavouras são compostas pela variedade pera, 30% com a variedade valência e 30% com a variedade folha murcha. ''Assim conseguimos otimizar a indústria com produção disponível o ano todo. O objetivo da Integrada é chegar a 5 mil hectares cultivados com laranja entre os cooperados'', afirma Sábio.(M.F.)

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