Com apoio, comercialização pode ser melhorada
Segundo o pesquisador do Iapar, Sérgio Luis Colucci de Carvalho, que acompanha os produtores que participam do projeto na área do lago de Itaipu, são diversos os fatores que contribuem para o cultivo do abacaxi na região, como o clima subtropical e o arenito, por exemplo. ''Também é possível trabalhar com algumas vantagens no preço. É uma região turística, existem praias artificiais, tudo isso demanda mão de obra, mais trabalho para as famílias da região'', diz Carvalho.
Para os produtores daquela região, na opinião do pesquisador, não há no momento melhor opção de produção além do abacaxi. Ele conta que são muitas as famílias que vêm obtendo sucesso com o cultivo da fruta. ''Tem casos como o de um produtor que antes produzia mandioca e leite. Hoje o abacaxi é a principal produção dele, principalmente com a venda do suco por meio de uma mini indústria doméstica que ele montou'', comenta.
Ainda segundo o pesquisador, apesar de muitos produtores já terem condições de continuar com a produção sozinhos, ainda não existe uma política adequada para a comercialização do abacaxi. A mentalidade da maioria deles, afirma, é para a venda da fruta apenas nas regiões vizinhas. ''Com a quantidade de abacaxi que está sendo produzido, precisamos criar uma estrutura para que esses produtores possam comercializar em outros municípios da região. Para isso era bom que órgãos como prefeituras apoiassem mais os produtores'', ressalta.
De acordo com o mapa de zoneamento agrícola do órgão, além da região Noroeste, há também áreas aptas para o cultivo da fruta nas regiões Norte, Nordeste, parte do Oeste e Litoral. (F.B.)





