O Paraná teve 44 queijos premiados nas categorias principais da 4ª edição do Mundial do Queijo do Brasil, realizado em São Paulo. Ao todo, participaram cerca de 2 mil queijos vindos de mais de 30 países.

A equipe do Biopark, ecossistema de inovação em Toledo (Oeste), teve três queijos campeões. Kennidy de Bortoli, Isabelli Maria Passos de Oliveira e Nayara Leontino Scherpinki foram considerados os melhores queijeiros do Brasil.

O primeiro queijo, inspirado em um planeta, trouxe técnica inovadora de coloração que simula movimento e sensação térmica gelada na massa. O segundo, com formato irregular de meteoro, explorou notas minerais e de pimenta, simulando o calor da entrada na atmosfera. O terceiro, baseado no conceito do buraco negro, utilizou tecnologia de casca lavada com impacto visual e sensorial único no momento do derretimento.

Produtores de queijo em Londrina, Valdeir Martins e a esposa, Márcia, conquistaram sete medalhas no Mundial do Queijo. “A gente discute as receitas. Eu produzo o leite de qualidade e ela que põe a mão na massa e faz os queijos. Eu fico na parte de qualidade. Se o produto não passar pelo meu crivo, não vai para o comércio”, destaca Valdeir.

O casal conquistou duas medalhas super ouro (queijo frescal e queijo vale do heimtal), duas ouro (queijo pé-vermelho e manteiga maturada), uma prata (queijo do vovô) e duas medalhas de bronze (manteiga com alho negro e queijo azul celeste dolce).

Produtor de leite há 32 anos com uma marca própria de leite pasteurizado tipo A chamada Deleite, Valdeir começou a produção de queijos há cerca de 25 anos, pelo tipo frescal. Mas foi somente em 2019, com o aumento da produção de leite, que ele e a esposa resolveram produzir um queijo maturado. Na época, buscaram apoio técnico da UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná) e do IDR (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná).

Eles começaram a fazer um queijo da família do parmesão. “A gente queria um queijo de qualidade e deixamos ele maturar um ano. Nesse mesmo ano surgiu aqui no Brasil o primeiro concurso mundial de queijos, em Araxá (MG). Inscrevemos mais para pegar uma ficha técnica, tinha jurados de todas as partes do mundo, e para nossa surpresa trouxemos uma medalha super ouro”, relembra.

De lá para cá, o casal começou a produzir outras variedades de queijo. Hoje o portfólio conta com 21 produtos, com o apoio de uma empresa de fermentos (Sacco) e de um laticínio (JMC Foods).

“Eles têm técnicos que vêm nos ajudar a desenvolver os queijos. Com isso a gente conseguiu alavancar bastante a qualidade dos nossos produtos, baseados principalmente na qualidade da matéria-prima que temos, que é o nosso leite próprio, e nas técnicas mais aprimoradas para poder fazer um produto de excelência. A gente vem fazendo cursos, temos muitos livros.”

Valdeir destina 400 litros de leite por dia para produzir queijos. “O pessoal vem comprar na nossa propriedade, tem espaço para receber o consumidor. O queijo frescal, no entanto, está também em alguns mercados de Londrina.

Segundo ele, um dos pontos importantes dos concursos é que os jurados enviam uma ficha técnica de avaliação do produto. “Você vai desenvolvendo para tentar melhorar. O queijo frescal tinha sido prata em outra edição do Mundial quatro anos atrás e agora foi super ouro. O queijo pé-vermelho foi bronze no primeiro concurso, depois pegou ouro e agora ouro de novo”, exemplifica. Mais informações: (43) 99991-2936.

PREMIADOS

Confira nos links abaixo os queijos produzidos no Paraná premiados no concurso:

Campeões: resultado_campeoes.pdf

Super Ouro: resultado_superouro.pdf

Ouro: resultados_ouro.pdf

Prata: resultado_prata.pdf

Bronze: resultados_bronze_1.pdf

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