Pelo menos 5 milhões de sacas de café podem ser retiradas do mercado mundial se os países produtores atendessem a todos os padrões de qualidade da OIC, disse o diretor-executivo da entidade, o colombiano Nestor Osorio durante o IV Seminário Internacional do Café, no Rio de Janeiro, esta semana. Segundo ele, a retirada destas sacas, que apresentam um volume de ''defeitos'' acima do previsto, poderia impulsionar uma recuperação nos preços, que registram baixa nos últimos três anos. A OIC, lembrou, prevê em sua legislação um volume de 86 defeitos em 300 gramas de café arábica ou 150 defeitos na mesma proporção de café robusta.
''Não há um tipo de café de melhor qualidade do que outro. Todos têm que apresentar o mesmo padrão de qualidade'', disse. Osorio disse ainda que a OIC tem como sua principal meta atingir um nível superior de qualidade em todos os países produtores. O Brasil, em sua opinião, já tem melhorado consideravelmente nos últimos anos, ''mas ainda tem muito para fazer''.
O Vietnã, disse o executivo, é uma das principais preocupações, já que sua produção cresceu num ritmo muito rápido e por isso mesmo sem a qualidade devida, sem mão-de-obra qualificada e nem indústria com infra-estrutura ideal. Segundo ele, um grupo da OIC está no país estudando formas de financiamento para qualificar a indústria cafeeira local.

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