Se a mão-de-obra para o algodão está escassa, para fazer a colheita mecanizada os produtores da Cooperativa Integrada também enfrentam sacrifícios. Primeiro precisam se unir em grupos de oito a 15 proprietários, todos com áreas de pelo menos 10 alqueires, para viabilizarem o arrendamento de uma colhedeira de alguma fazenda do Mato Grosso (o maior produtor nacional e que conta com áreas superiores a 1.500 hectares, 100% mecanizadas).
Depois, aqui na região, precisam transportar a máquina pra lá e pra cá, em cima de caminhão, retirando os pneus da colheitadeira, para reduzir sua largura (4,60m). E o deslocamento é lento, pois requer acompanhamento de carros da polícia nas rodovias. ''Isso atrapalha um pouco, porque as áreas de algodão na nossa região são pequenas e estão muito espalhadas'', informa Evandro Mendes.
No início deste mês, quando a reportagem da Folha foi conferir a operação, foram necessários mais de sete dias para colher algodão em apenas três sítios. Primeiro na propriedade de Wilson Pan, de 14 alqueires, no Patrimônio Limoeiro, em Londrina; depois na área de Carlos Batilana, de 5 alqueires, próxima ao distrito da Warta, em Cambé; e por fim, na propriedade de Carlos Murate, de 25 alqueires, no distrito da Prata, em Cambé. (J.K.)

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