A máquina que vai colher o algodão do sr. João Francisco, em fevereiro, vem do Mato Grosso e vai fazer o trabalho em mais 11 propriedades de cooperados em várias regiões.
O produtor João Francisco e o engenheiro agrônomo Evandro Mendes observaram esta semana o desenvolvimento da lavoura semeada no final de novembro. A variedade IPR 95 está com bom estande, em torno de 10 plantas por metro linear. Mendes mantém a estimativa de uma produtividade aproximada de 600 arrobas por alqueire.
O clima tem ajudado o desenvolvimento das plantas, com calor e umidade e temperaturas amenas à noite. Mas também favorece o aparecimento de algumas pragas de início de ciclo. Nada preocupante, porém.
Evandro Mendes explica que o algodão vislumbra boas condições de mercado. Mas seu cultivo, em primeiro lugar, tem um papel importante na rotação de culturas. O plantio sucessivo da soja, sem alternância, mesmo tendo o trigo no inverno, acaba facilitando o aparecimento de doenças. Além disso, o algodão está deixando bom lucro ao produtor, como já aconteceu no ano passado. A nova realidade do algodão prevê a mecanização quase total, mas se a atividade é familiar, a colheita, por exemplo pode ser feita manualmente, podendo reduzir os custos.

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