A colheita de soja referente à safra 2025/26 avança pelo Paraná. Dos 5,77 milhões de hectares plantados neste ciclo, aproximadamente 3,47 milhões já foram colhidos, o que representa 60% da área total.

No campo, 86% das áreas ainda a serem colhidas apresentam boas condições, 13% estão em condição mediana e 1% em condição ruim. “De modo geral, a colheita da soja está dentro do calendário previsto, com situações pontuais de atraso”, destaca Edmar Gervasio, analista do Deral (Departamento de Economia Rural), da Seab (Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento).

Até 10 de março, a região de Londrina havia colhido 51% da soja prevista, sendo que 85% das áreas ainda a serem colhidas apresentam boas condições, 10% estão em condição mediana e 5% em condição ruim.

Ao todo, foram colhidos 170,8 mil hectares de soja na região de Londrina, entre um total de 335 mil hectares de área plantada.

As regiões com maior avanço na colheita de soja no Paraná são Toledo (100%), Cascavel (99%), Umuarama (93%) e Campo Mourão (91%).

Por outro lado, as regiões com menor avanço são União da Vitória (2%), Curitiba (5%), Irati (18%) e Guarapuava (20%).

Em relação à expectativa de produção, o Deral revisou os números e estima uma colheita de 22,12 milhões de toneladas de soja nesta safra.

Os preços da saca de soja registrados na primeira semana de março foram cotados em torno de R$ 115, valor 3% menor que os preços médios registrados no mesmo mês de 2025 no Paraná.

MILHO SAFRINHA

Sobre o milho safrinha, o técnico destaca que o plantio segue dentro do calendário preconizado.

O zoneamento é o estudo que determina o período mais adequado para o plantio e a semeadura das culturas agrícolas no Brasil, com o principal objetivo de reduzir riscos climáticos. Na Região Norte do Paraná, o zoneamento para o milho safrinha vai até o final de março.

ATRASO

Com propriedade em Londrina, o produtor Fábio Afonso Pinto iniciou na semana passada a colheita de soja – o grão foi cultivado em 240 hectares de terras.

Segundo ele, houve um atraso para colher o grão em virtude da condição climática, muito por conta de chuvas de granizo. A expectativa é que a produção fique entre 20% e 30% abaixo do esperado. “Houve falta de chuva na fase de granação [enchimento de grãos] da soja, além de dias muito quentes, com temperaturas acima de 35 graus”, pontua.

Para obter o máximo em produtividade e qualidade do grão, o agricultor adota algumas práticas em sua propriedade. “Investimento na fertilidade do solo, melhoramento genético dos materiais, controle adequado de pragas e doenças”, lista.

O produtor diz que o valor obtido pela saca no momento, a R$ 115, é baixo. “Se não houver valorização do preço das commodities, o agronegócio entrará em colapso porque não está sendo viável produzir. O preço da soja está péssimo, não está cobrindo os custos de produção”, declarou.

Assim que vai colhendo a soja, o produtor já planta milho safrinha na sequência. A estimativa é que o grão ocupe somente metade da área antes ocupada pela soja. “Não é viável plantar safrinha após 30 de março por causa dos dias curtos do inverno. Essa condição não permite o desenvolvimento da planta do milho, além do risco de geada”, conclui.

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