Apesar do atraso no plantio e na colheita, produtor mantém boas expectativas para o volume de produção
Apesar do atraso no plantio e na colheita, produtor mantém boas expectativas para o volume de produção | Foto: Gustavo Carneiro/14-02-2018



A colheita da soja está a todo vapor no Paraná! Quase metade da safra já foi colhida. E é esse o tema do Multi Agro desta semana. Luly Barbero foi até a Fazenda Nossa Senhora de Lourdes, em Sertanópolis, para saber um pouco mais sobre a colheita do grão. Ela conversou com Pedro Favoreto, proprietário, sobre o momento da safra e também sobre os silos, onde os grãos são armazenados.

Assim como a maioria dos agricultores, Pedro Favoreto, também começou a colheita da soja um pouco mais tarde do que o esperado. De acordo com ele, o atraso para começar o plantio devido ao período de estiagem no segundo semestre do ano passado, o ciclo da soja acabou sendo maior. E apesar de ter tido problemas com as chuvas durante o cultivo, na colheita, elas não atrapalharam.

A expectativa para essa safra é boa, segundo Favoreto. Ele acredita que a produtividade da fazenda será maior do que a do ano passado. Em 2017, ele colheu 59 sacas por hectare. Para 2018, a esperança é de colher de 65 a 68 sacas por hectare.

Na propriedade o agricultor investiu em tecnologia nas colheitadeiras. São utilizadas máquinas de rotor e cilindro nas fazendas, de acordo com o local. Segundo Pedro, as colheitadeiras de rotor contribuem para não danificar os grãos. Porém, elas são maiores e exigem uma área plana mais limpa e com soja seca para trabalhar. Já as de cilindro são menores, trabalham em qualquer área, o que agiliza o processo da colheita.

O tempo para colher foi apertado este ano, conta o agricultor. A expectativa dele é terminar a colheita em 25 dias. A produção é toda armazenada na fazenda, que possui estrutura de silos, cada um com capacidade de armazenar até 75 mil sacas do grão. Construídos em 2008, eles trouxeram diversas vantagens para o agricultor, como trazer poder de barganha e o benefício de o produto "estar em casa".

O custo para ter um silo é elevado, admite. O preço varia de acordo com o tamanho da peça que o produtor deseja. "Além de investir no silo, você tem que investir em luz, em funcionários... Não é barato, mas vale a pena", salienta Favoreto.

Para ter um silo é preciso também atenção aos cuidados com o grão armazenado. Deve-se fazer a termometria e ficar de olho em insetos que podem entrar naquele espaço. Pedro conta que a preocupação com a soja é diária para que o produto não estrague. "Enquanto não vende, enquanto não tira dali o produto, não acabou sua colheita."

Na Fazenda Nossa Senhora de Lourdes a soja estocada segue depois para exportadores em portos. Muitas vezes o grão pode ficar até mais de um ano dentro do silo, por isso os cuidados são tão importantes. Além de limpar e ficar de olho nos insetos, Favoreto diz que o grande segredo para para manter um silo "é a termometria. É o principal cuidado para ter um produto bom e com peso até quando vai embarcar".

Apresentada por Luly Barbero, a edição inédita do Multi Agro vai ao ar às 8 horas deste domingo (25), no canal MultiTV, com reprises durante toda a semana.

mockup