O produtor Waldomiro Gayer Neto espera com ansiedade a colheita. Ano passado, uma forte chuva de granizo devastou as plantas e ele perdeu completamente a produção de caroço. Os pomares seculares, plantados pelas gerações passadas da família Gayer, não suportaram a intempérie. Sem poder honrar os contratos, o jeito foi tentar fechar as contas do prejuízo com os recursos dos grãos, atividade que entrou em 1990. A propriedade em Araucária com 17 mil plantas, nem de longe lembra o desatre anterior. A expectativa é colher 40 toneladas de pêssego, 140 toneladas de nectarina e 400 toneladas de ameixa.
Neto explica que a alta produtividade por hectare é a sua arma secreta para uma super safra. Chega ser 40 toneladas por hectare. Para colher e entregar no prazo as frutas, o número de funcionários passa de 12 para 120 no fim de ano. A medida é para garantir também o aspecto da fruta que é colhida uma a uma manualmente a partir de novembro até fevereiro. Ele trabalha com cinco variedades das três cultivares e divide os pomares entre plantas anãs e plantas tradicionais. Algumas produzem há 21 anos. ''Fruticultura é uma atividade que pode ser ingrata porque depende muito do clima, mas há agricultores com interesse de entrar no setor ou melhorar. O problema é que faltam políticas adequadas, mais pesquisas e incentivos para manter o homem no campo'', comenta.
Depois de granizo e geada há dois anos, Neto vê a recuperação da rentabilidade à porta com a safra 2008/2009. Tudo que produz, vende. Assim como Paulo Cosmo, ele aposta na queda das importações para vender mais. A marca dele está presente em São Paulo (capital), Campinas, Rio de Janeiro, além do Paraná. (C.P.)

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