Coletividade facilita gerenciamento
Tudo na cooperativa é coletivo. O trabalho, o almoço, a terra, os maquinários são divididos entre os sócios. E tudo o que acontece na fazenda é discutido em assembléias semanais. Cada trabalhador tem uma ficha individual, que é preenchida quinzenalmente pelos responsáveis de cada agroindústria para o controle das horas trabalhadas. O pagamento do salário tem por base essa quantia de horas.
O administrador Valmir Stronzake explica que cada sócio trabalha na agroindústria com a qual tem mais afinidade, podendo ser reajustado para outra atividade conforme a demanda de serviço. O lucro, ele diz, é dividido entre todos os sócios e para tornar-se um desses sócios é necessário ter mais de 18 anos.
Stronzake lembra que no início, a fazenda não tinha água nem luz. ''Tudo o que temos fomos nós mesmos que fizemos'', ressalta. Cada família tem hoje a sua própria casa construída em alvenaria na entrada da fazenda.
O administrador calcula que 80% dos investimentos vieram na forma de financiamento. A dívida atual da cooperativa gira em torno de R$ 300 mil, que devem ser quitados até 2017. Os recursos foram destinados à aquisição de maquinários, construção dos galpões e das agroindústrias, e compra do gado. A propriedade conta ainda com a assistência de três agrônomos e um veterinário ligados ao MST.
Segundo Stronzake, há pelo menos cinco anos a Copavi não precisa de financiamento para melhorar a propriedade. ''É mais difícil para o pequeno agricultor investir na terra sozinho, mas em sociedade tudo é possível'', defende. (M.G)





