Coleta itinerante ajuda a recolher embalagens
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sexta-feira, 09 de agosto de 2002
Ana Paula Nascimento<BR>Reportagem Local 
Em vigor desde o dia 1º de junho, a Lei dos Agrotóxicos - que obriga o destino adequado das embalagens vazias, envolvendo a cadeia comercial fabricante-revendedor-consumidor, ainda não tem adesão total desses segmentos. Essa é a avaliação do presidente da Associação Norte Paranaense de Revendedores de Agroquímicos (Anpara), Luís Takashi Sudo. Na central de recebimento de Cambé (13 km de Londrina), mantida pela entidade, até agora foram recebidas 30 mil embalagens. Com capacidade para receber 5 mil embalagens/dia, expectativa era atingir o volume mensal de 150 mil. ''Falta mais conscientização e participação dos produtores'', comentou Sudo. No Paraná, são 14 centrais de recolhimento que já estão funcionando.
Para tentar incentivar a devolução de embalagens, a Anpara começou na semana passada a coleta itinerante, em que uma vez por mês um caminhão da associação passará pelos 25 municípios abrangidos pela entidade para recolher as embalagens. Os primeiros municípios beneficiados foram Sertanópolis e Bela Vista do Paraíso. ''O objetivo é facilitar o envio das embalagens para os pequenos produtores, porque acreditamos que os médios e grandes têm condições de bancar o custo desse transporte até as centrais'', disse Sudo.
Na hora de entregar as embalagens, é necessário que o produtor apresente a nota fiscal com dos produtos comprados. No ato de entrega, ele receberá um comprovante, discriminando o nome e quantidade dos produtos que foram entregues. Esse documento tem duas vias: uma fica com o produtor e outra é encaminhada para a Superintendência e Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental (Suderhsa).
O produtor tem um ano para devolver as embalagens. As de plástico rígido devem passar pela tríplice lavagem, já as flexíveis devem ser acondicionadas dentro de saco plástico especial, chamado de ''big bag'' (que possui barbante para o seu fechamento e é feito de plástico mais resistente), vendido nas lojas revendedoras pelo preço médio de R$ 1,00 a unidade. A Anpara apenas recolhe as embalagens que passaram pela tríplice lavagem, mas em breve estará disponibilizando central específica para as embalagens flexíveis.
Nas centrais, as embalagens, depois de classificadas e prensadas, são recolhidas pelo Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (Inpev) - entidade formada pelas empresas fabricantes de defensivos. Quem descumprir essas normas, pode ser multado e até sofrer reclusão de dois a quatro anos.


